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JORNADA MUNDIAL DOS POBRES 2026

07/11/2026    


Fonte: https://www.cnbb.org.br/jmj-2026-tem-o-lema-a-igreja-catolica-no-brasil-celebra-de-08-a-15-de-novembro-a-x-jornada-mundial-dos-pobres-10a-jmp-que-traz-o-lema-biblico-o-senhor-e-o-refugio-do-pobre-cf/

Em destaque: Notícia do site da CNBB.

Comissão Sociotransformadora da CNBB disponibiliza material de apoio para a Jornada Mundial dos Pobres

 

A Igreja Católica no Brasil celebra, de 8 a 15 de novembro, a X Jornada Mundial dos Pobres (10ª JMP), que traz o lema bíblico “O Senhor é o refúgio do pobre” (cf. Sl 14, 6) e o chamado mobilizador “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”.

Animada pela Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mobilização convoca paróquias, dioceses, pastorais sociais e a sociedade civil a avançar do assistencialismo para um compromisso estrutural com a justiça social, a defesa dos territórios e a escuta ativa das populações mais vulneráveis.

Instituída pelo Papa Francisco em 2016 e celebrada anualmente no 33º Domingo do Tempo Comum, a JMP chega neste ano de 2026 à sua 10ª edição e inspira também a memória dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis. A mensagem pontifícia para esta edição enfatiza uma mudança profunda de paradigma: os empobrecidos não são meros destinatários de ajuda ou de distribuição pontual de alimentos, mas sim os verdadeiros sujeitos e protagonistas de sua própria história e da missão da Igreja.

Diferente de um evento isolado, a edição de 2026 foi estruturada como uma caminhada missionária: propõe o despertar, a mobilização e as ações concretas, promovendo um pacto de compromissos que podem se estender ao longo dos próximos 12 meses.

A proposta fundamenta-se no tripé:

Acolher (a Igreja como refúgio): tornar paróquias e comunidades espaços seguros de cuidado, proteção e garantia de direitos.

Escutar (os pobres como sujeitos): Romper com a postura de “falar sobre” os vulneráveis para construir a dinâmica de “falar e aprender com” eles, reconhecendo sua sabedoria e voz.

Transformar (da solidariedade à justiça): avançar na incidência política, na organização popular, na garantia da moradia digna, na soberania alimentar e na superação das desigualdades.
Subsídio e reflexão social.

 

Materiais de apoio

Para apoiar paróquias e movimentos, a Comissão preparou o subsídio X Jornada Mundial dos Pobres, que reúne sugestões para iniciativas locais; propostas para mobilização de comunicação; propostas litúrgicas, com o Ofício Divino das Comunidades e artigos temáticos assinados por lideranças pastorais.

O subsídio ancora sua reflexão em dados alarmantes da realidade brasileira, onde a pobreza monetária ainda atinge 25,1% da população (mais de 53 milhões de pessoas em extrema vulnerabilidade) e a crise habitacional se expressa em mais de 350 mil pessoas em situação de rua.

O tema da moradia conecta-se diretamente à continuidade dos debates da Campanha da Fraternidade 2026.

Acesse o Subsídio (aqui)
Acesse materiais de mobilização e visibilidade (aqui)

 

 

Um processo contínuo de transformação

A identidade visual da X Jornada Mundial dos Pobres nasce da imagem de um Cristo próximo, acolhedor e profundamente unido à vida dos pobres.

A ilustração de Anderson Augusto Pereira apresenta Jesus no centro, envolvido por pessoas, comunidades, crianças, trabalhadores, famílias, envolve também a natureza, revelando a dimensão da justiça socioambiental, além de paisagens do cotidiano. Não é um Cristo distante da realidade: é o Cristo que caminha com o povo, participa de sua vida e se torna refúgio, presença e esperança.

O tema “Deus é o refúgio dos pobres” encontra na obra uma tradução visual sensível e vigorosa. O refúgio não aparece como um lugar de fuga ou isolamento, mas como uma presença que protege, reúne, alimenta e devolve dignidade. Em torno de Jesus, a vida se organiza como uma grande comunidade, marcada pela partilha, pela solidariedade e pelo cuidado.

A X Jornada Mundial dos Pobres encontra, nessa obra, uma imagem de fé encarnada: Deus é refúgio dos pobres quando a comunidade se torna casa, a mesa se torna partilha e a esperança se transforma em compromisso com a vida.

Gestos concretos e alianças nos territórios

A Cepast sugere às comunidades um “cardápio” de ações práticas que fortalecem a convivência e a cidadania:

Mesas compartilhadas:
Momentos de alimentação onde voluntários e acolhidos sentam-se lado a lado à mesa, quebrando relações hierárquicas.


Cozinhas solidárias e hortas comunitárias:
Incentivo à economia solidária e à segurança alimentar.


Cidadania e direitos:
Mutirões de documentação e acesso ao Cadastro Único em parceria com a Defensoria Pública e órgãos governamentais.


Presença nos territórios:
Visitas a ocupações, vilas periféricas e mutirões de melhoria habitacional.


Assembleias locais
: Mapeamento da pobreza no bairro para definir prioridades concretas de ação pastoral para o ano seguinte.

 

Breve cronograma de ações

 

08 de outubro de 2026: Lançamento Nacional da JMP 2026 nas redes e site da Cepast-CNBB.

29 de outubro de 2026: Live de mobilização da 10ª JMP, às 19h30, no perfil da Cepast e parceiros no YouTube.

8 a 15 de novembro de 2026: Mobilização nos regionais, territórios, pastorais, com as iniciativas sugeridas no subsídio ou outras criadas localmente.

15 de novembro de 2026:
Dia Mundial dos Pobres, com destaque nas celebrações eucarísticas e iniciativas com as pessoas empobrecidas.

Será importante fortalecer a mobilização da JMP nas redes sociais usando as hashtags: #XJMP #JMP2026 #DiaMundialdosPobres #MinhaComunidadeTransforma e sugerindo a collab com o perfil do Instagram @cepastcnbb.

 


Sobre o autor

Mãe da Igreja

PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA - DIOCESE DE TAUBATÉ No dia 25 de dezembro de 1966, nós, moradores da Estiva e bairros adjacentes, recebemos com alegria a feliz notícia do então Bispo Diocesano de Taubaté, Dom Francisco Borja do Amaral: o decreto de criação de três novas paróquias — a Paróquia São José Operário, a Paróquia Menino Jesus e a nossa querida Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja. Foi a realização de um grande sonho, concretizado no dia 12 de fevereiro de 1967, em uma solene cerimônia na antiga Igreja de Santa Cruz, com a posse do primeiro pároco, o Pe. Benedito Gil Claro. A partir de 1977, a Paróquia passou a ser atendida integralmente pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus – SCJ, conhecidos como Padres Dehonianos. Atualmente, a Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja é composta pelas comunidades: Santa Cruz, Santuário São Benedito (atual Matriz), Santa Fé, Menino Jesus de Praga, Santa Isabel de Portugal, São Geraldo Majela, São João Evangelista, Cristo Rei e São José — sendo que as quatro últimas nasceram a partir das Missões ou Pós-Missões.