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Campanha da Fraternidade 2026

21/02/2026    


CAMAPANHA DA FRATERNIDADE 2026

Lema: “FRATRNIDADE E MORADIA”

Com o tema Fraternidade e Moradia e o lema Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Campanha convida a Igreja e a sociedade a olharem para a realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada. Inspirada no mistério da Encarnação, a proposta recorda que, ao assumir a condição humana, Cristo se fez próximo de todos, especialmente dos mais vulneráveis. 

A CF 2026 chama atenção para dados alarmantes da realidade habitacional brasileira: 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Ao ecoar o lema “Ele veio morar entre nós”, a Igreja convida à conversão pessoal e social, promovendo gestos concretos de fraternidade e ações em defesa do direito à moradia digna. 

https://campanhas.cnbb.org.br/

Campanha da Fraternidade 2026

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV 
AOS FIÉIS BRASILEIROS POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026

[Multimídia]

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Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Chegamos à época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano, iluminando nossas almas e disciplinando nossos corpos» (Sermão 210). Assim escreveu Santo Agostinho em um de seus sermões sobre o tempo litúrgico que estamos para iniciar, durante o qual recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, ao seguirmos, por meio do jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por quarenta dias. Neste tempo de intensa oração, somos igualmente convidados a praticar com renovado empenho a virtude da caridade com os mais pobres e necessitados, com os quais o próprio Cristo se identifica (cf. Mt 25, 35-40). O Espírito Santo, autor da nossa santificação, nos conduza ao longo deste caminho.

Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n. 94). À semelhança do que havia sido feito em 1993, no presente ano, inspirados pelo lema “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1, 14), a proposta apresentada é aquela de voltar o olhar para os nossos irmãos que sofrem com a falta de uma moradia digna.

O meu santo predecessor, São João Paulo II, convidava a voltar a atenção «para os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente, ou até mesmo sem qualquer habitação, a fim de despertar a consciência de todos e encontrar uma solução para este grave problema, que tem consequências negativas no plano individual, familiar e social», afirmando que «a falta de habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou simplesmente humanas» (Sollicitudo Rei Socialis, 17).

Neste sentido, é meu desejo que a reflexão sobre a dura realidade da falta de moradia digna, que afeta tantos irmãos nossos, leve não somente a ações isoladas – sem dúvida, necessárias – que venham de modo emergencial em seu auxílio, mas gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente nos concede não pode restringir-se a um período do ano, a uma campanha ou a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante, que nos compromete a ir ao encontro de Cristo presente naqueles que não têm onde morar.

Desejo igualmente, queridos irmãos e irmãs, que as iniciativas nascidas a partir da Campanha da Fraternidade possam inspirar as autoridades governamentais a promover políticas públicas, a fim de que, trabalhando todos em conjunto, seja possível oferecer à população mais carente melhorias significativas nas condições de habitação.

Confio estes votos aos cuidados de Nossa Senhora, que não encontrou morada em Belém para dar à luz ao Redentor, mas que tem sua casa, como Rainha e Padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida. E, como penhor de abundantes graças, concedo de bom grado aos filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham para que todos tenham moradia digna, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2026, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.

LEÃO PP. XIV

 
 

 

 

 


Sobre o autor

Mãe da Igreja

PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA - DIOCESE DE TAUBATÉ No dia 25 de dezembro de 1966, nós, moradores da Estiva e bairros adjacentes, recebemos com alegria a feliz notícia do então Bispo Diocesano de Taubaté, Dom Francisco Borja do Amaral: o decreto de criação de três novas paróquias — a Paróquia São José Operário, a Paróquia Menino Jesus e a nossa querida Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja. Foi a realização de um grande sonho, concretizado no dia 12 de fevereiro de 1967, em uma solene cerimônia na antiga Igreja de Santa Cruz, com a posse do primeiro pároco, o Pe. Benedito Gil Claro. A partir de 1977, a Paróquia passou a ser atendida integralmente pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus – SCJ, conhecidos como Padres Dehonianos. Atualmente, a Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja é composta pelas comunidades: Santa Cruz, Santuário São Benedito (atual Matriz), Santa Fé, Menino Jesus de Praga, Santa Isabel de Portugal, São Geraldo Majela, São João Evangelista, Cristo Rei e São José — sendo que as quatro últimas nasceram a partir das Missões ou Pós-Missões.